rss
Postado por Laíza | sábado 21/04/2012 às 16:36 | 3 comentários

Oi, pessoal.

Bom, a última publicação das aulas de roteiro foi a última. Apesar de terem sido 13 aulas, acho que compartilhei praticamente o curso todo, mas eu pretendo fazer o avançado, então é bem capaz de voltar a compartilhar aulas com vocês =)

MAS, para não deixar a categoria de Roteiro parada aqui no blog, vou compartilhar umas outras dicas que vi por aí e achei o máximo. Ou não. Avaliem.

Ah, se você que está lendo não está nem aí para escrever roteiro, leia mesmo assim!

O teste do Bechdel

Nunca ouvi falar na vida, até que o StumbleUpon me apresentou.

Bechdel é um cartunista americano que inventou um teste para medir a relevância das mulheres em um filme. Machista ou não, chamou a minha atenção.

Para passar no teste, um filme tem que responder 3 perguntas básicas:

  • Existem duas ou mais mulheres?
  • Elas conversam entre si?
  • Elas conversam entre si sobre um assunto que NÃO seja homem?

Simples, né? Não! Achei uma lista na internet que mostra alguns filmes famosos que não passaram no teste, ou seja, filmes em que as mulheres são meras bocós!

É, vai lendo…

A Rede Social

A história do criador (safado) do Facebook.

Falhou no teste porque as mulheres no filme não falam umas com as outras. Na verdade, elas são meros cones que andam com os protagonistas e são deixadas de lado quando eles bem entendem. O roteirista Aaron Sorkin falou numa entrevista que as mulheres são como prêmios (no filme). Que homem.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II

O fim da saga do bruxo mais famoso que o Merlin.

Falhou no teste porque , apesar do Harry ter várias amigas, mas elas não mantêm uma conversa entre si. Elas comentam alguma coisa com as outras, como quando a linda da Professora McGonagall diz “sempre quis usar esse feitiço” (risos mil no cinema), ou quando a Sra. Weasley chama minha Bellatrix de “bitch” (mais risos no cinema), mas nenhuma delas responde, e pior: parecem estar falando com elas mesmas. Bem forever alone isso.

Avatar

ETs azuis se apaixonam, lutam e salvam o mundo.

Falhou no teste porque , assim como Harry Potter tem várias amigas, nenhuma das garotas azuladas mantém uma conversa. Com exceção de uma hora em que a ET principal conversa com a mãe. O problema é que a conversa é sobre Jake – que é macho. Foi por pouco, James Cameron.

A trilogia original de Star Wars

Uma criança encontra a Força e luta contra um império todo e tal.

Falhou no teste porque as únicas 3 mulheres da história toda não trocam uma palavra entre si. Pois é. Os 3 filmes mais recentes da saga passam (parcialmente) no teste. Os 2 primeiros mostram conversa de mulheres sobre outro assunto além de homens, mas o terceiro filme não. PÉÉM.

A trilogia Senhor dos Anéis

Um garoto tem que destruir um anel e… é basicamente isso.

Falhou no teste porque as únicas 3 mulheres da história estão em lugares diferentes da Terra Média. Elas nem sequer se conhecem, imagina então se elas vão conversar. Sério, em 10 horas de trilogia, 3 mulheres, nem uma palavra entre si.  Talvez seja por isso que seja tão… deixa pra lá =)

Corra, Lola, Corra.

Uma gata tem que arranjar 100 mil marcos pro bofe e vemos 3 desfechos da mesma história.

Falhou no teste porque, dã… a Lola corre o filme todo e não fala com nem uma mulher. Nem uminha. Ela fala com o pai, com o namorado, com o segurança, mas nem uma garota. Coitada, deve ter muito pra desabafar com as amigas depois do fim.

 

É isso, galera. Agora vou assistir aos filmes com outros olhos (?).

Lembrou de algum filme que também não passou no teste? Coloca na lista http://bechdeltest.com/

Fonte: Film School Rejects

 

 

 

 

Postado por Laíza | sexta-feira 13/04/2012 às 17:28 | 2 comentários

Enigma + inimigo = inigmático. Só que não. É enigmático, de enigma e com E DE ENIGMA! Fiquei mal.

Ás 19h. Só que ao contrário. É às, com crase, não acento.

E o “sessão”, que era onde o cara poderia errar, ele acerta. Vai entender.

Tsc.

 

Dica do Cleiton.

Postado por Laíza | domingo 01/04/2012 às 14:10 | Comentários

Oi, Brasil.

A princípio, vamos falar sobre a vida. Obrigada a todos os lindos que mandaram suas desgraças pra gente compartilhar, mas melhor ainda foram os lindos que comentaram nas publicações falando “Laíza, véi, tá tudo errado, arruma isso”. Com vocês, o Menas cresce e fica cada vez mais bonitão.

 

A princípio, não fui com a sua cara.

Essa é uma daquelas dicas que você vai ler e vai esquecer, que nem eu. “A princípio” é introdutório, é o mesmo que “para começar”. Só que existe também a expressão “em princípio” que significa “em tese”, ou “teoricamente”, por exemplo: “em princípio, ninguém diz que é preconceituoso”, mas vira as costas pra você ver as besteiras que o povo pensa.

 

Embaixo ou em baixo?

Não estou aqui pra dizer que “embaixo” é junto, mas para dizer que “em baixo” separado também existe! Ouvi boatos que não existia e fiquei mal porque não consegui lembrar de um exemplo na hora. Mas aqui vai, poderei dormir em paz.

Primeiro, guarde com você: embaixo (junto) é o contrário de em cima. Curioso, não? Se liga: meu primo se escondeu embaixo da cama.

Em baixo a gente só usa quando o baixo é adjetivo. Se liga: quando a gente fofoca, a gente fala em baixo tom. O tom era baixo, sacou? Homenagem aos meus amigos de Floripa: ninguém lá vive em baixo astral.

Lembrete: encima não existe. Sério. Sério mesmo.

 

Embarco no barco, e no avião eu faço o que?

Embarca também, meu filho. A verdade é que, por mais rica que seja nossa língua, a gente não inventou palavras/verbos para um monte de coisa. Graças ao meu mais novo companheiro de trabalho Josué (e o Google), lembrei que o nome disso é catacrese.

A gente não inventou uma palavra para o “embarque” no avião ou no ônibus. Ok, subir no ônibus é uma boa, mas é meio besta. Qual seria a placa na rodoviária? Escada? Área de subida? Deixa embarque mesmo. E não vamos nem tentar inventar palavras para explicar o dente do alho, a asa da xícara, a cabeça do alfinete e o pé da mesa.

Isso me lembrou Marcelo, Marmelo Martelo. Enfim…

Meus óculos ou meu óculos?

Gatos, é “meus óculos”. Cometo esse erro todo dia (GATEAU, SAI DE CIMA DO MEU ÓCULOS), mas foi só procurar no dicionário pra descobrir.

Primeiro o Houaiss diz que óculo é qualquer instrumento composto de lentes que auxilia a visão. Aí embaixo ele diz que óculos s.m.pl. (substantivo, masculino, plural) é armação sustentada sobre o nariz, com duas lentes postas à frente dos olhos para corrigir ou proteger a visão.

Então, o correto é: onde estão meus óculos? Preciso dos óculos para ler isso aqui. Você acha ela linda? Vai lá pegar seus óculos, vai.

Alface é uma dama e a musse também

Achou estranho o musse, e não mousse, né? Enfim, abrasileiraram.

Pois é, gente. Alface é um substantivo feminino. Não sei quem começou a falar “o alface”, se você descobrir, avisa a polícia. Só que  confesso que tenho uma certa dificuldade de dizer “a musse” – que também é substantivo feminino. Coisa de criação, me criaram errado, vou dar o telefone da minha mãe aqui pra vocês ligarem.

 

E obrigada, viu? A musse de chocolate estava boa e aquela alface, huuuuumm, que delícia.

Essa frase não faz sentido, mas é isso aí, só pra terminar.

Beijos.

 

Fonte: Recanto das Letras, Wikipedia e Mini Houaiss.

Postado por Laíza | domingo 04/03/2012 às 22:02 | 2 comentários

Oi. Feliz calor pra você.

A décima aula do curso (faltam 2) foi sobre Encontros e Desencontros (Lost in Translation), um filme da Sofia Coppola do ano de 2003. Tem os lindos do Bill Murray, Scarlett Johanson e a doida da Anna Ferris. Eu achei o filme bem besta (falei), mas se ele está no conteúdo programático do curso, é porque ele é bom. Assista e avalie.

Encontros e Desencontros

A análise desse filme foi mais técnica, mas curti os detalhes do roteiro que podem significar algo grande no fim. Sim, confuso isso, mas você vai entender ao longo do texto.

O filme já mostra um detalhe bonito em suas primeiras cenas: o primeiro plano. O professor (Camarneiro) disse que isso já entrega que o filme é feminino, bonito e sensual, mas não é erótico. Bom, foi escrito e dirigido por uma mulher que ganhou Oscar de melhor roteiro, vale dizer.

Em Tokio (o filme se passa entre EUA e Japão), a cena é econômica (uma boa saída para pouco $$): tela preta apenas e reconhecemos o som do aeroporto. A apresentação dos personagens é simples e dependeu muito do mix do roteiro e direção para dar certo. Vale dizer também que foi a Sofia que dirigiu e escreveu o filme. Bandida, não? O que ela fez foi: quando conhecemos a personagem da Scarlett, já vimos um pouco de sua personalidade e que o problema dela é a falta de comunicação com o marido. A mágica está em você saber o que se passa na vida dela e nem perceber que te contaram. Achei isso digno de anotação para roteiros futuros.

Já o personagem do Bill também é simples de compreender. Ele não fala japonês e precisa gravar um comercial. PAUSA. A graça dessa parte é que ela é muito, mas muito legal porque é referência pura da vida do Orson Welles (o Cidadão Kane, véi!). Veja o filme em questão e clique aqui para entender.

Agora a parte chata – os protagonistas se conhecem e nada mais acontece. O filme perde a empolgação do início e você vai terminar de ver sem saber que horas foi o clímax. Comigo foi assim e o professor disse que é bem capaz que seja com você também. Você vai ficar besta com o fim.

Vale a pena ver o filme para ver essa beleza nos detalhes que a Coppola coloca na direção e no roteiro. Me deu vontade de ver os outros filmes dela =)

Já viu o filme? Que que você achou?

Beijos.

Postado por Laíza | quinta-feira 02/02/2012 às 15:53 | Comentários

 

Gente, uma coisa é linguagem de internet/sms, outra coisa é erro de português.

“Véi” – a gente aceita.

“tres” – sem acento, a gente aceita.

“pao” – sem til, a gente aceita.

“prezundo”  - Se você é como eu e a Talita, que olha o teclado pra ver se o erro não foi de digitação, saiba que não. Não foi. Sofra com isso. É presunto. Com S e com T de Tô mal.

“obezo” – é com S de Sai dessa Timeline

 

Obrigada (ou não), @duniaabed, por compartilhar essa desgraça.

Menas, viu.



Pesquisar


Quem sou eu

Laíza Rocha Negrão, @lanegrao, 22 anos, redatora publicitária, chata com o meu e com o seu português.

Minha colaboradora

Ariana Schlindwein. 18 anos. Cursando o primeiro ano de Licenciatura em Letras (Português-Inglês). Escritora.